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"...A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim." Isaías 6:8
| Como foi? A pequena bilingue no Brasil | segunda-feira, maio 16, 2011 |
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comentários (6)
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Brasil
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A pequena bilingue chegou no Brasil e se assustou quando viu que la as pessoas falavam português. Ela saiu do Brasil com 2 anos e meio, nessa idade as crianças falam, mas bem enrolado. Ela lembrava de muita coisa, mas muitas estavam em algum lugar meio escondido da cabecinha dela. Logo no aeroporto de Guarulhos ela solta "Mãe! olha eles estão falando português!" eu respondi "todo mundo aqui fala português" e ela: " português e inglês né?"
Seguimos pra Brasília nossa primeira parada, e na primeira semana de vez em quando (principalmente durante as brincadeiras) ela soltava palavras em inglês. Ela costuma (ou costumava) brincar em inglês, mesmo que estivesse brincando sozinha.
Ainda em Brasília ela se assustou com a quantidade de barulho, mas mesmo assim me pediu pra mudar pro Brasil. Han?! Mãe sofre né? Quase morri quando ela falou "Mãe, você pensa? Depois que acabar aqui, a gente volta pra Nanaimo, acaba lá e ai a gente muda pra cá?" O único problema é a parte "acaba lá" Acaba o que? Estar com a família paparicando não tem preço né?
Como criança aprende rápido, depois da primeira semana de Brasil ela foi quase que 100% pro português, aprendeu a brincar em português, e não queria falar mais em inglês com ninguém.
A comida brasileira no geral não agradou muito, engraçado né? Claro que ela comeu, e adorou ir no restaurante de carninha, mais conhecido como churrascaria. Adorou comer pão de queijo de verdade, caseiro, feito na hora, mas o leite, algumas frutas, a comida do dia a dia, coisas que ela adorava (como palmito e pamonha), simplesmente ela não gosta mais. Era um tal de queria fish cracker, chocolate chip cookies, e ... E num jatar na casa de uns amigos ela caiu de boca no brocoli, comeu muito brocoli, coisa da cultura canadense. No primeiro dia de volta ao Canada ela comeu umas 12 cenouras daquelas baby, assim just for fun!
Passado uns 15 dias no Brasil, de vez enquando vinha a pergunta "Quando vamos embora? Quero a minha casa" Deu pra perceber que ela nao sabe muito bem onde ela quer morar né.
A viagem foi excelente pra ela, ela se aproximou da família que ela já amava e agora ama mais ainda, deu um "up" no português, desenvolveu muito, e agora ela brinca em casa em português também. Antes de vir embora ela me falou " Mamãe, eu preciso arrumar uma amiga (o) que fala português, em Nanaimo." Essa ta difícil de arrumar, se alguém ai tiver uma criança que fala português em Nanaimo e quiser candidatar a criança para amigo é só mandar o curriculo. Nós aqui convivemos com nativos, da pra contar nos dedos de uma mão os imigrantes que eu conheço. Só conhecemos 1 casal de brasileiros que são estudantes de MBA e em breve estarão indo pra outra cidade. Como ela é popular ela já tem amiguinhas, mas o máximo que conseguimos foi uma que fala espanhol, alem do inglês.
Depois da nossa viagem a Lana fala mais no Brasil, ela acha que é perto (dorme a viagem toda né) quer ir la mais, e também resolveu que quando crescer quer casar com um brasileiro. Quando perguntei porque não podia ser alguém daqui, ela logo respondeu "Os meninos aqui falam só inglês, se eu casar com alguém daqui minha voz vai ficar em inglês pra sempre." Nesse dia o pai dela entrou e interrompeu nosso papo "Vai dormir, daqui uns 20 anos você se preocupa com isso". Diz ele que ele não é ciumento...
| Como foi? Preços | quarta-feira, maio 04, 2011 |
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Brasil
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Gente o que foi esse aumento de preços que aconteceu nos últimos dois anos no Brasil? Duas famílias de amigos nossos que foram ao Brasil pouco antes de nós já tinha nos falado que iríamos assustar. Se você vive no Brasil talvez nem tenha notado, tem aquele reajuste anual do salário, ai você fala "Nossa meu salário aumentou, mas nem vi diferença...".
Quando nos mudamos pra cá, víamos um monte de coisa barata aqui em relação ao Brasil, especialmente eletronicos, mesmo convertendo de real pra dólar, mas achávamos que algumas coisas no Brasil eram mais baratas, principalmente alimentação. Embora as pessoas que moram no Brasil teimem em comparar os preço das coisas aqui convertendo pro real, a minha comparação é de 1 pra 1, ok?
Eu comprei um sapato pra Lana de uma marca famosa de sapatos infantis recomendada por pediatras bla, bla, bla, só porque eu converti pra dólar e pensei que era como se eu comprasse um sapato caro em dólar, se não nem comprava, absurdo pra quem ganha em real.
Quando chegamos aqui em 2009, lembro que achei a comida aqui cara, verduras, furtas e principalmente carne vermelha. Um ano depois alguns brasileiros chegaram e me lembro que falavam "Ah! eu gasto aqui em supermercado a mesma coisa que eu gastava no Brasil, exceto pela carne vermelha"( lembre-se 1 pra 1). Na época discordei, mas depois de ir lá, vi que na verdade as coisas lá estão pela hora da morte, e o que no Brasil era muito mais barato, já não é mais.
A carne vermelha no Brasil continua mais barata que aqui ( minha referencia é Goiás e Minas, talvez em outros lugares ate´empata, vai saber). E os restaurantes self service, comuns no Brasil, nos possibilita comer uma comida boa por um preço amigo (se você nao come muito kkk), mas se você vai num restaurante tipo à la carte, aí fica muito mais caro que aqui (1 pra 1). Uberlândia tem umas churrascarias maravilhosas com um preço maravilhoso, mas é uma coisa de lá, não do pais todo né? ( me esbaldei na Tropeiro)
Artigos infantis, é uma capitulo a parte e sempre foi, uma boneca que aqui custa 10 dólares lá custa 80 reais, roupas, sapatos tudo aqui é muito mais barato. Gasolina, sem comentários. E o pior é que já se fala na volta da inflação. Eu sinceramente espero que as coisas melhorem, que a inflação não volte, eu torço por um Brasil melhor. Mas que eu fiquei chocada, ah! eu fiquei.
| Que som é esse? | sexta-feira, abril 15, 2011 |
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Brasil
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Passamos os nossos primeiros dias no Brasil em Brasilia. Num fim de tarde de muuuuuiiiitooooo calor a Lana desceu pro parquinho embaixo do predio junto com o pai dela pra brincar e tomar um ar (quente). Um carro de som passa com o som muito alto "Neste domingo...bla, bla, bla" a
Lana não acostumada com tanto barulho nas ruas começa a falar sozinha "Que voz é essa? É Jesus? Jesus é você?" Depois de muito tempo ouvindo o carro de som bem alto ela fala: "Não to gostando dessa voz de Jesus não."
| O Thanksgiving e a Saudade | terça-feira, outubro 13, 2009 |
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Ontem 12/10 foi o Thanksgiving (dia de ações de graça) aqui do Canadá, nos EUA é em Novembro. Fomos pra casa de amigos para comemorar as bênçãos recebidas e agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito por nós. Tinham pelo menos umas 7 famílias de brasileiros lá, e tivemos momentos muito agradáveis durante o dia e um delicioso almoço com tudo que um thanksgiving tem direito.
O Thanksgiving aqui tem um significado muito especial. Dá pra se comparar com o natal. Isso nos faz ficar pensativos sobre uma das maiores dificuldades de estar aqui, a distâncias das pessoas da nossa vida que são insubstituiveis, a família.
Umas das bênçãos que pude agradecer nesse thanksgiving foram os amigos que Deus nos deu aqui, poder estar num dia especial na casa de amigos especiais e não se sentir só foi maravilhoso, mas realmente estar longe da família é algo que incomoda. É como uma pedrinha bem pequena no sapato, vc pode andar, correr mas sempre ta ali incomodando, a falta da família por perto é assim.
Conversando lá ontem com uma pessoa que trabalha com brasileiros que imigraram ela me disse que muitos brasileiros desistem de morar aqui, perguntei quais os maiores motivos de desistência ela me disse 3 na ordem que segue:
1 - Não adaptação profissional - as pessoas que imigram geralmente tem curso superior, e uma carreira bem sucedida no Brasil, muito conforto (maioria) e chegam aqui e tem que recomeçar do zero. isso as vezes leva muito tempo pra dar certo, ou pode também não dar.
2 - Não adaptação ao clima - lê-se frio. Bem nós escolhemos o clima mais ameno do Canadá, so far so good. Vamos começar a enfrentar o frio agora, aqui tem roupas adequadas pra tudo, estamos tentando nos adequar o máximo possível(é caro). Dentro de casa ou de lojas, escolas, qualquer lugar é super tranquilo, tem aquecedor em todo lugar, o problema está no deslocamento. A nossa maior dificuldade agora vai ser a falta de um carro, enfrentar o tão temido inverno sem carro e com uma criança vai ser de lascar. Estamos orando pra podermos resolver isso o quanto antes.
3 - Falta da família, da cultura, do abraço, do calor humano brazuca.
Veja bem não estou falando em voltar kakakaka, mas não acho vergonha também decidir voltar. Embora esteja falando de saudade, até o momento não me encaixo nos três perfis acima citados, posso vir a me encaixar no segundo ou terceiro no futuro.
Pra aqueles que ainda não vieram pese os motivos acima na balança, e se prepare pra enfrenta-los. E pra quem já entrou nessa linda e louca aventura, lembre-se no pain no gain, o que você conquistou no Brasil ficou lá, aqui é um recomeço e vamo que vamo.
No meu mundo perfeito eu traria umas pessoas que eu amo pra cá, família e amigos e seria feliz pra sempre ( ah! eu tenho amigos da área de saúde que eu traria, e no meu mundo perfeito eles iam poder trabalhar aqui sem dificuldade para validar diploma)
| What's the best way? | sexta-feira, outubro 09, 2009 |
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Essa foi a pergunta que o motorista do onibus fez ontem pros passageiros quando teve que mudar a rota do onibus de uma hora pra outra.
Como já disse aqui no Blogue moramos em North Vancouver, pra chegarmos em Downtown temos 3 opções, ir de onibus pela Lions Gate Bridge, ir de Seabus pelo mar, ou ir pela Highway e passar por Vancouver até chegar em Downtown (Downtown não é o centro é a parte mais antiga). Resolvemos ontem ir pela Lions Gate pra Downtown no fim da tarde, estavamos indo pra uma festa de despedida que também era a comemoração de Aniversários.
Quando estavamos quase na ponte, um dos agentes que trabalham no transporte publico aqui parou o onibus e informou que alguém tinha pulado da ponte então a ponte havia sido interditada nos dois caminhos. Todo mundo ficou com a cara de interrogação, como assim?
O motorista perguntou se todos dentro do onibus estavam indo pra Vancouver e depois de um big "yes" ele informou que teriamos que ir de seabus e que o onibus voltaria até a estação do seabus, o motorista nem sabia qual a melhor forma de voltar. O transito tava todo bagunçado, na estação não havia lugar pros onibus pararem já que varios foram desviados pra lá, e em 5 meses aqui nunca peguei um seabus lotado, tinha até gente em pé. Só achei noticia do ocorrido aqui.
Hoje ficamos sabendo que teve um acidente na Highway ontem e ela também ficou interditada, então quem estava querendo sair da North Vancouver de carro não conseguiu e teve que ficar por aqui até umas 21:30. O único jeito de sair e entrar era pelo Seabus mesmo.
Voltando a festinha, ontem fomos dar os parabéns pra um casal que foi muito bom conhecer aqui, mas que infelizmente já está indo embora, na verdade pra eles eu acredito que é mais um passo rumo ao sucesso, quero desejar pra Andreia e o Daniel todo o sucesso nessa nova etapa de vida. O Daniel deu recentemente uma entrevista pra folha de São paulo sobre o filme Distrito 9 filme em que ele trabalhou aqui em Vancouver na parte de animação gráfica. A produção do filme era do Peter Jackson (diretor do Senhor dos Aneis) e agora ele está indo pros EUA trabalhar lá com a equipe do Carlos Saldanha (diretor da Era do Gelo 2 e 3). O filme chega no Brasil em Novembro, então galera lembrem-se que tem dedo brasuca aí ok.
| To indignada. Ninguém merece. | quinta-feira, junho 25, 2009 |
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Brasil
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Olá galera, passei hoje pra falar de um vídeo. Ontem já tarde da noite estavamos vendo TV, temos cabo aqui, ainda não sabemos de cor os canais e tal então o Léo fica mudando de canal sem parar até achar algo interessante, numa dessas trocas ele passou por um canal de videoclip e nos deparamos com uma mulher rebolando com uma blusa amarela escrito Brasil com uma microsaia verde, tipo bandeira mesmo e tem um hora que a mulher dança com a Bandeira do Brasil.
Gente, fala sério o nome do cantor - Pitbull, a musica - I Know you want me calle ocho. O infeliz canta uma mistura de espanhol com Ingles, uma letra podre, ele fala que não quer ouvir o que a mulher tem a dizer que ele sabe que ela quer e ele quer tb, e ele tem camisinha e um colchão e no meio ele fala Rumba. E no meio disso a nossa bandeira rolando e um tanto de mulher tipo "gostosa" rebolando. Essas gracinhas queimam o filme do Brasil, o pior se ainda fosse um grupo Brasileiro ainda ia né, mas sei lá o que esse cara é, e nem era SAMBA que ele falava no meio e sim RUMBA.
Fomos a um restaurante aqui um dia, e o garçom ( visivelmente Gay) nos perguntou de onde eramos, quando falamos Brasil, ele se empolgou pra falar o quanto queira ir ao Brasil pra conhecer as festas nas praias, que ficou sabendo que era uma loucura ( coloca uma empolgação com conotação sexual na intonação da frase). A gente só deu um sorriso amarelo nessa hora.
Pra que m quiser ver o Pitbull vai o video aí em baixo.