Posts popularesCategories
No Canadá
Pelo mundoTime Line
Seguidores |
|
O Canadá me Quer
"...A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim." Isaías 6:8
| De Volta a Realidade e Como foi a Greve? | segunda-feira, maio 02, 2011 |
|
comentários (2)
|
|
De volta a Nanaimo cá estou eu novamente. Curtimos muito, mas muito calor no Brasil por 28 dias, tá nos 3 últimos dias tinha um ventinho pra amenizar e foi muito bom.
Eu e o Leo tínhamos muita curiosidade pra saber como seria esse nosso "reencontro com o Brasil", isso porque eu não mudei pra cá porque odeio o Brasil. Eu estava acostumada com os problemas de lá, sem falar que eu morava numa cidade de porte médio, não se compara com as dificuldades de quem mora em cidades grandes e muito violentas. Outra coisa é que eu queria sentir essa diferença quando já tivéssemos saído da fase de empolgação com as maravilhas canadenses e também fora da fase de preocupação com emprego, numa fase mais equilibrada, realista. Por força do destino, queríamos ter ido antes, mas acabamos indo numa "fase de emoções equilibradas". Daqui poucos dias faremos 2 anos de Canada. Eu resolvi escrever uns 2 ou 3 posts sobre o que achamos de tudo algo tipo: "Como foi?".
Pra começar, lembra da greve da VIU (universidade da Ilha de Vancouver)? Pois é, ela durou 5 semanas, muito mais do que os otimistas previam, que era uma greve de 1 semana.
Eu fui para o Brasil e deixei a universidade em greve aqui. Diferente do que eu estava acostumada nos meus anos de estudos no Brasil, os professores aqui são acessíveis, ajudam o estudante aflito (no caso eu com viagem marcada). Regularmente eu recebia email da VIU informando a que pé estava a greve.
Meu professor havia nos adiantado quais seriam os próximos trabalhos, então eu fiz aqui por minha conta o trabalho. Li tudo que eu sabia que era pra ler, troquei 2 emails com o prof. pra tirar duvidas, e na véspera da viagem enviei pra ele o trabalho que ele ia pedir ainda e falei que ia viajar e que se eu pudesse ir fazendo tudo via Internet eu iria. Pra minha alegria o prof. falou que meu trabalho tava ok e que eu estava liberada, estava aprovada.
Pelos emails que recebi, percebi que a universidade e os professores estavam fazendo de tudo pra que ninguém saísse prejudicado pela greve. Eles não fizeram reposição de todas as aulas, mas estavam dispostos a atender os alunos em diferentes horários pra sanar duvidas e ajudar. Moral da historia, aqui tem greve sim, longa, mas pelo menos o aluno é respeitado, ele sabe o que ta acontecendo.
E como nem tudo são flores por aqui, perdi a vaga da Lana na daycare e não to achando outra, na questão vagas em daycare, escolas, atividades extras vou te contar aqui é duro.
| Aqui Também Tem. | quinta-feira, março 10, 2011 |
|
Filed under:
Canadá,
Curso de Inglês
|
|

Sim queridos leitores, aqui também tem GREVE. Eu já falei que to estudando inglês na VIU Vancouver Island University, eles tem um programa lá bem legal que chama ABE, tem vários cursos e é nele que eu estudo. Pois bem a VIU está de greve, entrou hoje. Meu professor acredita que vai durar coisa de uma semana. Pra brasileiro isso é um recesso né, não é greve kakakakak, mas vamos ver o que acontece e eu tento atualizar vocês.
Já faz um tempinho que o sindicato dos professores esta tentando negociar salário e outras coisas, parece que a maioria (ou todas) as outras universidades de BC entraram em acordo, menos a VIU. Vai ser a primeira greve deles. Eu fiz faculdade na UFU se não me engano em 4 anos peguei duas greves, uma foi enorme, me lembro que começou um boato de que o semestre estava perdido, iam cancelar o próximo vestibular ( lá é semestral). Será que a culpa é minha? kkkk
Meu professor, que é um fura greve, deu um monte de trabalho pra fazermos em casa pra poder acelerar o curso, e deu o email particular dele também pra enviarmos duvidas e trabalhos prontos. Parece que se a greve durar coisa de 1 semana não haverá reposição.
E falando no meu professor, troquei de professor. O novo prof manda a gente escrever um monte. Vários Essays (tipo de redação) de diferentes tipos e ele fala quantas palavras ele quer. E daí que estou indo muito bem no meu curso tenho tirado A em quase tudo. Mas outro dia eu fiquei super feliz comigo, eu tinha que fazer o tal do comparison and contrast Essay, e escolhi escrever dentro da minha area de formação (Educação Fisica). Isso porque eu aproveitaria pra trabalhar meu vocabulário especifico também neh! Quando eu falei qual era meu tema pro prof. ele de cara não gostou da ideia, falou que talvez fosse mais interessante pra fisiologista ler (eu sou especializada em fisiologia do exercício, adooooorooo). Ai que já estava pronto eu entreguei e pensei, me lasquei. Mas.... essa semana ele começou a explicar sobre um novo tipo de Essay que temos que fazer, e de como chamar a atenção do leitor blablabla e vira pra mim e fala "Não é Simone?" nessa hora eu estava pensando na morte da bezerra e tomei um susto. Pensei, será que ele viu que eu estava voando? E falei "É" sem saber com o que eu estava concordando. Ele continua "A Simone me escreveu um essay sobre atividade física e a primeira frase foi ...." Gente ele decorou! "...it was brilliant." Claro que eu soltei um "Thank you" e ele soltou um empolgado "Good for you!!!"
Gente cada conquista aqui vale o dobro, é um outro país, outra cultura. Receber um elogio publico desse NÃO TEM PREÇO.
| Rotina... | terça-feira, fevereiro 01, 2011 |
|
|
|

Hoje nossa manhã foi tão conturbada que por fim decidi tirar uma folga e dar folga pra Lana.
Eu sou a motorista da casa (o Leo dirige mais, mas a trabalho), e ao contrario do que todo mundo imagina, Nanaimo não é tão pequena assim, eu dirijo muito mais aqui do que dirigia em North Vancouver, ainda bem que a gasosa aqui é mais barata que lá. Hoje como de costume, levei o Leo pro trabalho e ele ficou com a minha chave de casa no bolso da jaqueta dele. Quando eu chego em casa percebo que minha chave tinha ficado com ele, eu tinha esquecido meu telefone em casa, nem dava pra pedir pra ele pegar um carro lá e trazer a chave pra mim. Volto pro trabalho dele e ele tinha saído. Ele sai e volta o tempo todo, as vezes vai até pra outras cidades da ilha, pra minha sorte ele tinha ida perto. Imagina se ele tivesse ido pra Victoria?! Procurei as chaves na mesa dele mas não estavam. Ficamos eu e a Lana esperando dentro do carro, o dia hoje estava lindo! e frio!
A nossa rotina aqui é a seguinte, acordamos "todos" cedo (a Lana vai dormindo coitada), levo o Leo pro trabalho e volto pra casa, arrumo a Lana e levo pra daycare, volto pra casa estudo e depois vou pra minha aula (25 a 30 min da minha casa na VIU), busco a Lana, levo pra natação 2x por semana (são os dias mais corridos min. contados), busco o Leo. Um incidente desse enrola todo o resto.
E falando em aulas lá se foi 1 mês de aula. A minha professora dessa vez é uma canadense que veio de Toronto (tem muito canadense aqui de outras províncias)e faz PHD em inglês, ela sabe tudo, sério. A mulher ama inglês, o que quer dizer que ela corrige tudo e mais um pouco, mas é excelente.
Quando eu estudava com a maioria de imigrantes eu percebia que eles não gostavam de estudar com quem não era nativo. Geralmente porque o nativo ensina também a cultura ou porque professor que não é nativo tem sotaque diferente. E aqui percebi que os nativos também não são chegados em aula de inglês com quem não é nativo. Outro dia na aula esse assunto começou e a galera falou mesmo que não gosta de professor de inglês que não tenha inglês como primeira língua.
Apesar da prof falar "Esse curso é de inglês avançado, ninguém aqui tem problema com tal e tal assunto, só quem é ESL (inglês como segunda língua) e não é avançado é que tem "durante as aulas de gramática percebo que tem muita coisa que os nativos não dominam, coisas básicas como quando devo escrever "than" e quando devo escrever "then". Tenho que confessar que adooorooo ver os nativos "sofrendo" com inglês, não porque eu acho que eles tenham que sofrer, mas é que ai eu fico no nivel da sala, equilibra um pouco :). Muita coisa de gramatica que eles sofrem pra entender, meu professor particular (o marido que manja muito) já me ensinou, em contra partida não precisa nem falar né? eles são nativos. Como amanhã tenho prova ... it's better to stop blogging and start studying... see you.
| English 12 | sexta-feira, setembro 24, 2010 |
|
Filed under:
Curso de Inglês
|
|
Quando fui procurar um lugar pra voltar a estudar inglês, me concentrei em encontrar algum lugar em que eu pudesse estudar de graça e que tivesse inglês intermediario e avançado poque os cursos que os imigrantes tem direito aqui a principio são básicos e não era mais o meu caso.
Achei o Lucas Centre que é um tipo de "secretaria estadual de ensino", mas que cada cidade tem a sua, o Lucas Centre é o de North Vancouver. Lá o curso é dividido em Literacy Fundations de 3 a 6 e English 10, 11 e 12.
Quando comecei a estudar lá vi que o curso era diferente de tudo que eu já havia feito no Brasil e aqui de ingles, era como estudar português no Brasil, ler muito, escrever muito, bem profundo mesmo e pra passar de um nivel pra outro tem prova e tem que alcançar uma nota minima. Alguns colegas meus não gostavam muito da ideia de ler tanto e escrever tanto, porque queriam mesmo era melhorar o speaking, eu estava gostando.
Percebi que se falava muito nas vantagens de concluir o English 12 e pegar o certificado, mas eu não tinha entendido muito bem quais eram as vantagens, só havia entendido que o English 10, 11 e 12 era o Inglês de High School.
Esse período os diretores do curso e a conselheira foram até nossa sala pra explicar os objetivos do curso e até que enfim eu entedi porque tem tanta gente lá atrás do diploma do English 12.
O que estou falando aqui vale pra BC, cada provincia aqui tem suas leis. Aqui em BC o ministerio da educação disponibiliza esse curso de ingles em muitas cidades (não sei se todas) cada periodo é de 9 semanas.
Quando você termina o English 12 você pode fazer o exame da provincia e se tirar acima de 70 você não precisa fazer TOFEL, IELS ou qualquer outra coisa pra entrar num college, UBC, BCIT, ou pra fazer mestrado. Você tem até 2 anos depois de concluir o curso pra fazer a prova da provincia e pode fazer 2 vezes, se não atingir a nota que vc deseja. A vantagem do English 12 é que não tem validade.
O que percebi que o pessoal faz é dar tiro pra todo lado, tentam passar nas outras provas e ao mesmo tempo fazem o inglês de high school. Outra opção pra quem tá no curso é fazer algumas matérias online ou levar o histórico de curso superior (traduzido) pra conselheira e conseguir o diploma de high shcool da provincia. Ela avalia o historico e dependendo do que a pessoa estudou durante a faculdade já elimina algumas matérias ou todas e pega um diploma de high school aqui.
Interessante né? Bem, eu estou lá só pra melhorar meu inglês mesmo, já escrevo bem melhor agora e isso me deixa super tranquila, conseguir fazer uma redação em inglês em 15, 20 mim é ótimo, mas depois das explicações que tive estou pensando seriamente em pegar meu diploma também e quem sabe se no futuro eu resolver fazer um mestrado aqui ou qualquer curso vou ter uma prova a menos pra me preocupar.
| O que tá rolando por aqui. | terça-feira, maio 04, 2010 |
|
|
|
Bem gente como o Leo escreveu no post abaixo ta rolando muita correria, tirei 30 min hoje pra escrever aqui, será que vai dar?
Saúde - Eu falei a um tempo atrás que o Leo ia fazer endoscopia, o problema dele não era gastrite, um monte de gente achou que era, era um tipo de estreitamento no esofago. Bem ele fez a primeira endoscopia em Março, a medica fez um procedimento lá, passou um remédio, coletou material pra biopsia e já marcou um segunda pra Abril pra ver se tudo tinha funcionado, os resultados foram todos bons graças a Deus. Obrigada pela ajuda Neuzinha e Larissa que cuidaram da Lana enquanto eu estava com o Leo no hospital na primeira e na segunda vez. O atendimento foi muito bom. Mas... ficamos doentes em Abril pegamos uma virose aqui da Lana, ela pegou na daycare, 75% das crianças de North Shore pegaram. Foi péssimo, dessas que dão vomito e/ou diarreia, ficamos em quarentena aqui. Fomos em uma walk in clinic pra adultos e levamos a Lana em uma pra crianças em Burnaby e tudo deu certo, mas essa parte de doença longe da família é péssima.
Daycare da Lana - Ela está amando e realmente o lugar é muito bom, apesar da virose kakakak.
Curso de Inglês - Gente estou amaaannndoooo!!!!! É diferente de tudo que já fiz no Brasil e aqui. De acordo com os meu colegas a nossa professora é a melhor e isso é ótimo. Ela é canadense, super dedicada, até me ligou depois que avisei na escola que estava doente. O curso agora é Inglês mesmo, escrevo muito e leio muito, temos bastante gramática, ela corrige pronuncia, bastante homework. Temos que ler 2 livros em 9 semanas, na lista de livros pra escolher, tem muitos famosos como por exemplo "A cor purpura" eu escolhi o "Big fish" que também foi tema de um filme. Ao contrario do que eu já cansei de ouvir aqui, minha professora não recomenda começar a trabalhar pra aprender inglês (exceto se paralelamente você estiver estudando). O que ela falou foi que você vai falar errado, vão te entender e ninguém vai te corrigir e é ai que acontece o que eles chamam aqui de "mumificação do inglês", principalmente as benditas preposições, após 5 anos falando errado não tem como consertar, ai que medo. O perfil dos alunos lá é de pessoas que já trabalham mas querem melhorar o inglês, ou que pretendem fazer provas de certificações ou pra entrar em faculdade. Algumas profissões exigem um inglês muito bom.
Viagem- Fizemos um bate e volta em Seattle, afinal tinha que usar meu visto né kakaka, foi bem legal, mas apesar de termos chegado na fronteira as 8:30 da manhã ficamos 2 horas na fila, essa parte foi péssima e nem era feriado hein. Fora isso foi tudo bem, os policiais do lado americano foram super simpáticos e do lado canadense também. O do lado canadense falou que em 24horas você não pode trazer nada livre de imposto, mas que tudo bem podíamos passar, não cobrou imposto, legal ele né?
Trabalho - O Léo ta estudando pro Grill que ele tem que fazer na empresa, depois disso ele já sobe 1 degrauzinho lá, é muita coisa mas tá valendo. Eu continuo dando uma olhadinha na minha área pra em breve começar a mexer meus pauzinhos, mas por enquanto estou só turbinando meu inglês.
E pra concluir já garantimos nossas entradas pro Show do Michael W. Smith que acontecerá lá na nossa igreja (Broadway Church) na próxima terça e as entradas pro Cirque du Soleil pro fim de Julho com desconto.
30 min. não deu, gastei muito mais, aiai to enrolada, um pouquinho de Michael pra vocês.
| Uma questão de identidade | quinta-feira, abril 01, 2010 |
|
Filed under:
Curso de Inglês
|
|
Toda manhã eu vejo o que ta acontecendo no Canadá, no Brasil e no mundo pelo Twitter. Eu sigo jornais daqui e do Brasil e o New York Times ( esse eu sigo porque é chique kkkk) passo olho e vejo o que quero ler ou não.
E vi uma matéria super legal do G1, sobre um assunto que quero falar a muito tempo "Sotaque". É super comum os Brasileiros que estão chegando acharem que não tem sotaque ao falar inglês, mas apesar de hoje ser o dia da mentira a verdade é "A grande maioria tem sotaque". E isso não tem nada a ver com falar bem ou mal inglês, seu inglês pode ser "perfeito" e você falar com sotaque, uns tem mais, outros menos, mas tem palavras que denunciam mesmo.
No Brasil todos falam português, no entanto cada região tem um sotaque especifico. Domingo estavamos no elevador da igreja e um casal começou a falar conosco, poucas frases ditas (eu que falei mais) e eles falaram: De qual região na América do sul vocês são?
O Léo tem uma pronuncia muito boa, então as vezes perguntam pra ele se ele é de Quebec, porque lá o idioma predominante é o francês e é comun as pessoas acharem que o sotaque dos brasileiros se parece com o de quem fala francês. Uma mulher uma vez depois de conversar bastante tempo com o Leo no trabalho dele falou: Você fala muito bem, mas tem um sotaquinho ai, de onde você é?
A matéria do G1 é sobre uma pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) que em comunicado explicou:"Quando o cérebro realiza a mesma operação de forma repetida, acaba por se habituar e as áreas associadas a essa operação se ativam cada vez menos". "Essa inatividade, localizada no lóbulo frontal esquerdo, fica refletida nas ressonâncias magnéticas" e daí que vem o sotaque. A pesquisa ressalta que "As crianças bilingues antes dos cinco anos são as que têm melhores chances de aprender as representações silábicas de dois idiomas evitando o sotaque de um deles ao falar o outro". Os cientistas avaliaram indivíduos monolingues em francês, e dois grupos bilingues, os chamados bilingues precoces (antes do 5 anos) e os que aprenderam um segundo idioma depois dos 12 anos de idade.
Então sotaque é uma questão de identidade, de historia de vida. A Lana está no grupo de bilingues precoces e hoje fala português e inglês sem sotaque (exceto o sotaque de Minas e Goiás uai). A pesquisa me tranquilizou, porque sempre falo que gostaria que ela falasse português como os brasileiros e não como uma canadense que fala português. O que não quer dizer que meu trabalho acabou, porque ela já começou a traduzir de uma língua pra outra e do nada ela agora começou a falar: " Eu sou 3 anos " ao invés de "Eu tenho 3 anos", e dale correção, daqui a pouco ela começa a falar " Posso ter suco?".
| Avançando com o Inglês | quinta-feira, março 04, 2010 |
|
Filed under:
Curso de Inglês
|
|
Olá pessoal, esse post será interessante pra quem esta aqui por BC e quer aperfeiçoar o inglês e na faixa.
Quando cheguei fiz o teste pra estudar no curso do governo que vai do nível 1 ao 5 escrevi um post sobre o assunto, meu nível era o 5. Bem no nível 5 como escrevi no outro post tinha colegas que moravam aqui a bastante tempo, 5 anos por exemplo, que trabalhavam em bancos, lojas e que eram donos de lojas. Foi bom pra eu ver que podia ousar mais, que pessoas com inglês intermediário trabalhavam até em bancos. Percebi também que apesar de estarem no mercado de trabalho estavam paradas porque a falta de um inglês melhor impedia que essas pessoas "decolassem".
Tive que parar de estudar, mas não estou satisfeita ainda com o meu inglês, (sim eu sou perfeccionista) me comunico bem, resolvo problemas ao vivo e por telefone, mas eu quero falar bem e não perder oportunidades por ter um inglês não tão bom. Já vi o Leo ter que escrever projeto aqui em minutos ou no trabalho fazer rascunho de projeto na pressão, imagina ter que fazer isso com um inglês meia boca sem ajuda do Santo Google ou de dicionário.
A principio achei que para continuar estudando teria que pagar já que o inglês gratuito era até o nível 5, mas descobri outras possibilidades. Uma amiga aqui me passou um link do VCC que é um dos lugares que você pode tentar aperfeiçoar o inglês gratuitamente. Lógico que o governo vai avaliar o seu perfil pra ver se te darão a bolsa ou não, quem paga seu inglês mais uma vez é o governo, mas agora se não me engano será o provincial.
Pesquisei em outros "Colleges" mais pertos da minha casa e descobri que em vários existem essa possibilidade, mas que em alguns você precisa já ser aluno pra se candidatar a uma bolsa. Resolvi ligar para um instituto de North Vancouver que a princípio eu achava que só poderia estudar com uma carta de recomendação e recebi a informação que poderia fazer uma prova e se estivesse no nível intermediário em diante poderia estudar lá.
O nome do lugar é Lucas Centre, diferente da outra prova que fiz aqui, essa não foi fácil. Eu fui para lá toda tranquila achando que seria a mesma coisa. Pra começar não houve nenhuma parte de speaking, a mulher chegou falando conosco como se fôssemos todos "fluentíssimos" em inglês, e quando a galera respondeu e conversou com ela levei um baita susto, o povo era bom mesmo em inglês. Confesso que me deu um medinho, aquela sensação de "o quê que eu estou fazendo aqui?", mas o que ia perder era só $40,00 dólares do nivelamento e fazendo ou não já estava pago. Já de cara ela avisou que a prova teria 4 partes e que teria tempo pra responder e que a parte de gramática a professora avaliaria letra maiúscula, ponto final, vírgula e que ninguém tiraria 10. Já que meu único compromisso era aquele mesmo continuei a prova. Fomos testados nos tempos verbais, vocabulário e por aí vai. Tive que fazer até uma mini redação. Pra minha alegria passei !!!!!!!
Lá você precisa fazer um depósito de $100,00 dólares dos livros que vai usar e no final de cada módulo você devolve os livros e pega o dinheiro de volta.
Algumas pessoas estudam lá, porque como eu querem não só falar inglês, mas falar corretamente e escrever também. Alguns dos que estavam lá precisam fazer provas como Toefl para entrar em faculdades aqui, como era o caso de uns rapazes que estavam fazendo prova comigo e falavam super bem.
Agora é correr atrás de Day Care (tarefa dificílima) para a Lana e outras descobertas para voltar a estudar. Meu teste tem validade de 6 meses e se não conseguir voltar agora posso voltar em Setembro. Está nas mãos de Deus.
O Léo fala que eu sou assim:
Mas eu me sinto muito mais assim
| Ferias de Verão | quarta-feira, agosto 05, 2009 |
|
Filed under:
Curso de Inglês
|
|
Da pra acreditar que estou de ferias? estudei um mês e já estou de ferias.
Bem neste post quero falar da "minha experiência" estudando no ELSA,o que é bom pra mim pode não ser pro outro né? E eu fui abençoada, cai numa turma interessada, e tivemos uma ótima professora,
As aulas eram por tema.O tema mudava a cada 2 semanas. O primeiro tema que estudei foi "dinheiro", dentro desse tema estudamos sistema bancário, como é o sistema bancário no Canadá. No penúltimo dia fomos visitar um banco e podíamos perguntar o que quiséssemos. Adivinhem qual banco.... Acertou quem disse HSBC, kakakakak, o banco mais comentado pelos imigrantes brasileiros.
Foi muito legal a visita, o pessoal perguntou a respeito de financiamento de casa, investimento e eu perguntei sobre emprego, não pra mim pro Léo. Três funcionarias do banco responderam as questões, que foram enviadas com antecedencia, e mais questões que surgissem durante a apresentação. No final nos apresentaram programas do HSBC pra imigrantes recem chegados, a quem interessar eles tem alguma coisa lá.
O segundo tema que estudei esse mês foi consumo e propaganda. E tivemos 2 palestrantes.
O primeiro faz parte da BBB Better Business Bureau, a grosso modo é tipo um Procon. Não é uma empresa do governo, mas presta um serviço excelente e gratuito, se você tem duvidas sobre qualquer empresa na América do norte, liga pra eles e pede informação. O palestrante falou das varias fraudes de empresas aqui, e pasmem aqui tem muita empresa que engana o cliente assim como no Brasil. Os imigrantes recem chegados são alvos de muitas dessas empresas, entre elas empresa de mudança, carros, empregos, e por aí vai.Se você for enganado pode pedir ajuda pra eles também. Ah! ele falou muito pro pessoal tomar muito cuidado com o craiglist
O segundo foi um advogado que também abriu os ouvidos da galera pra não cair em falcatruas, teve uma que ele citou interessante: Você recebe uma ligação e uma voz te oferece um prémio, se você quer o prémio disque 1, se não dique 3 aí qualquer numero que você disque te manda pra um 0900 e o preju chega na conta telefonica do próximo mês.
Como vocês podem ver meu 1 mês de inglês foi bem produtivo. Além de aprender muito da cultura dos meus colegas, Iranianos, Coreanos e Chineses, aprendi que aqui tem muito 171, e de quebra ainda melhorei meu inglês.
| ESLA em North Van | terça-feira, julho 07, 2009 |
|
Filed under:
Curso de Inglês
|
|
Pois é, enfim comecei minhas aulas de inglês. Até quando só Deus sabe.
Bem fiz o teste do ESLA e fiquei no nível 5 que é o ultimo, a maioria das pessoas que chegam aqui, sem ter estudado inglês ficam pelo menos no 3, afinal no Brasil mesmo não tendo estudado, estudamos na escola, temos contato com a Língua.Acabando o nível 5 terei que recorrer a escolas pagas, mas isso é assunto pra outro post.
A minha professora é uma senhora, polonesa, que reside no Canadá a 27 anos, ela tem um inglês excelente, e é muito bom ouvi-la dizer que já esteve no mesmo lugar que nós. Ela era professora lá na Polónia e fez o necessário pra continuar sendo aqui, morou tb em Quebec e teve que refazer tudo pra ser professora lá também.
Na minha sala somos umas 12 pessoas, a mais nova residente sou eu com 1 mês e 20 poucos dias, depois de mim o pessoal tem de 1 a 5 anos residindo aqui. Eles já falam bastante o que pra mim é bom pois hoje aprendi palavras novas e me lembrei de muito vocabulário que já havia esquecido.
Cada mês um assunto é tratado em sala de aula, esses mês o tópico é money. Então falaremos sobre operações bancarias no Canadá, impostos, e coisas do tipo, parece que até visitaremos um banco. O mias interessante e saber de outras culturas e como é a cultura Canadense em cada situação.
Eu resolvi começar mais a continuidade no curso é incerta, pois estou aproveitando que o Léo está em casa no período da manhã pra ficar com a Lana.Farei quase um mês de aula se tudo der certo e termos ferias de verão por um mês kkkk, mal comecei e já estarei de ferias, mas qualquer coisa que aprender já estou no lucro.
| E como anda o nosso Inglês? | quarta-feira, junho 17, 2009 |
|
Filed under:
adaptação,
Curso de Inglês
|
|
Léo - O do Léo não precisa nem falar né? Já perguntaram pra ele se ele tinha morado nos EUA porque ele tinha sotaque de americano, foram 10 anos dando aula de inglês, então de vez em quando ele houve palavras que não conhece, nada mais normal já que isso acontece na nossa língua mãe, mas ele definitivamente não tem problema com o inglês. Next?
Lana - Eu estou impressionada com essa menina, ela faz 2 anos e 9 meses dia 19, tem criança nessa idade que custa falar uma língua. Ela em um mês ta falando frase inteira em inglês, e o melhor algumas palavras foram ensinadas tipo Stop, é uma palavra importante na hora de brincar (quase sempre as crianças brincam e brigam) mas quem ensinou pra ela "what is that?", e sim ela sabe o que ta falando, logo que chegamos, toda hora a gente ensaiava pra ela como agradecer fala thank you lana e óbvio as pessoas respondiam you're welcome, um belo dia eu falei thank you pra ela e ela me responde prontamente you're welcome. Em Setembro ela começa na preschool acredito que aí ela vai disparar mesmo.
Simone - A devagar da Família, calma não é que eu sou ruim, e que os outros dois são muito bons. Estudei inglês até o meio do intermediário no Brasil, me viro bem, entendo o que me falam (principalmente se não for um chinês ou japonês), mas me sinto insegura pra responder. Fiz o teste de nivelamento do ESLA, fiquei no nível 5, último nível pra estudar por conta do governo, mas não estou conseguindo conciliar o horário e local de aula com a rotina da nossa casa. Onde tem meu nível não tem daycare, a única escola com as duas coisas é muito longe da minha casa, não da pra encarar, enquanto isso vou aprendendo na marra. A prova de nivelamento é muito simples, uma pessoa conversa com você, depois coloca um cd pra você ouvir e te pergunta o que foi dito, depois você vai pra uma prova escrita, tem questões muito fáceis, e outras nem tanto. Me enrolei na minha prova e acabei não respondendo a prova toda, mesmo assim fiquei no nível 5, vamos ver se consigo estudar.
A boa noticia da semana e que o Léo vai trabalhar num call center, não é o que queremos de emprego, mas vai nos ajudar com as contas e resolver a questão da experiência canadense.